Das entranhas e descobertas ou: (Des)aprender pra voar... por Natalia Siufi

09/01/2014

Coluna, osso, vértebra, músculo, fibra, fáscia... Já eram novas as camadas essas, das experiências do contato e das aulas de consciência, já era difícil o re-aprender a caminhar sentindo outro peso nos pés, percebendo a base, o eixo, o volume, medindo o espaço em relação comigo e eu em relação aos outros.

 

Na possibilidade gratuita e pública de uma outra experiência, em um coletivo pra mim estranho, em um outro bairro, ousei me inscrever nesse tal BMC, que nem sabia o que era. Ainda bem! Que divertido estar diante do desconhecido, sem objetivos de resultados, sem responsabilidades produtivas, somente pra estar, presente!

 

Na sala, corpos muito presentes, muito potentes, que há tempos vivenciam como ofício o trabalho da percepção e da dança. Eu, bem mais crua, no início dessa jornada, senti generosidade e confiança, senti abertura, senti afeto, acolhida suave e precisa. Pude experimentar, perguntar, errar, pude dançar junto e separado.

 

Mexer o braços com a força de uma artéria, ou pelo tempo do tempo que o sangue vasa, escorre, lento e rápido, pulsando, inteiro, no tubo único do coração que pra mim era partido.. na sutil existência do líquido cerebroespinhal que agora existe dentro e sinto e vibra e faz diferença. Não sabia que era tanta coisa aqui dentro. Nem a diferença de uma glândula, uma célula, um hormônio ou um órgão.. e que tudo isso pode fazer a gente se mover, e que o movimento ganha dimensão, ganha profundidade,

ganha desenho preenchido.. e que a dança fica mais potente, e que o teatro amplia o alcance, e que o trabalho é todo dia, do acordar ao dormir e no dormir, que tem a ver com a pineal!

 

Pineal! que se influencia pela luz. o meu sono é construído, o espírito, o carnal, o emocional.. e se entendemos, temos mais autonomia. A sensação é a necessidade do estudo pro resto dos dias de todos os dias.. se ver, re-ver, pra estar mais forte.

 

Na gravidez desse aprendizado, múltiplos lugares ainda estranhos, ainda escuros. mas fecho os olhos e posso imaginar, porque imaginar cria imagem e imagem gera experiência. Que bonito isso! Que gostoso deitar, ser cuidada, ser observada e pensar o nosso corpo no mundo.

 

Não sai nenhum dia como entrei.. e modificada, sigo em frente, com passos um pouco mais preenchidos de sentido.

 

Gratidão!

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Olá colegas de sala durante seis dias!

 

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