Impressoes de Contato !!! por Chico Lauridsen

10/04/2014

Olá colegas de sala durante seis dias!

 

Quero partilhar alguns aprendizados que permaneceram, cada aprendizado no seu ritmo próprio, da oficina que vivenciamos juntos, encerrada dia 26 último. São infinitas coisas, só quero começar escrevendo o que me parece mais urgente.

 O aspecto restaurador do trabalho, ligado, entre outras coisas, a meu entender, ao tempo particular do trabalho, e à própria análise do elemento tempo, chamando a atenção para uma postura diferenciada, ligada a uma atividade de espera, mais uma 'chegada' do que uma ida'... nalgumas práticas isso estava mais enfatizado, mas é um dado comum, me pareceu, a todas elas, seja no toque receptivo propriamente, seja em uma atividade qualquer, onde você dá o tempo para que aquela informação que você dá ao corpo seja processada... configuraria inclusive uma 'pedagogia da espera' que me chamou muito a atenção e que vou carregar comigo para meus trabalhos.

O componente do olhar como ocupação do espaço e ignição para os processos de reordenação da estrutura.

Tendo-se em vista os dois itens anteriores, fez TODO o sentido fazer os rolamentos 'clássicos' no último dia. Me abriu um canal de pesquisa que senti seriamente precisar há tempos de lapidação.

A assunção de que o peso é vertical, e o trabalhar com a pressão vertical no parceiro sublinha o dado. Como se em álgebra quando a gente isola uma variável.

Algo aconteceu ligado ao desejo... não sei explicar. Esse desejo de dançar. De só dançar. Aí, entre várias coisas, lembrei do Krishamurti, mais especificamente do livro 'diário de Krishamurti', cuja cópia xerox é um dos meus livros de cabeceira. Não sei direito por quê, mas lembrei de como ele relaciona repetidas vezes o amor à morte, não num sentido idealista, mas como a constatação de que a mente é incapaz de amar, e de que só é possível vivenciar o amor a partir do ponto onde se 'morre para todo pensamento e sentimento', que são coisas conhecidas, passadas e, portanto, mortas. A assunção dessa fragilidade absoluta, mergulhada no 'infinito vazio do nada'. Bom, onde não há nada, tem infinita energia. Então, acho que quando a gente para de se ocupar com as feridas e de colocar energia demais na preservação de uma história, e não em como ela pode te colocar em movimento, a coisa começa a mexer de novo... como tem que ser. Algo bem vivo foi mexido, que me reconectou à experiência absolutamente singular e desidentificadora desse livro. 

Nos últimos dias, me visitaram, em sonhos e olhares desatentos, muitas caveiras e fantasminhas camaradas, aí comecei a ir atrás de figuras que eu já sabia existirem.

Por enquanto é isso... Obrigado pela entrega e respeito de cada um.
Aproveito e também sim entrego meus desejos de um excelente trabalho aos Juanitos!

beijos e abraços,
Chico

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